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Este livro (ainda) não tem nome

Entre e leia-me. Sinta-se como se estivesse em sua casa, eu vou fazer por isso

Este livro (ainda) não tem nome

Entre e leia-me. Sinta-se como se estivesse em sua casa, eu vou fazer por isso

Longos desertos

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800 km num fim de semana. Ir para baixo, vir para cima, novamente para baixo e novamente para cima. Podia ter sido ao contrário, mas desta vez calhou o sul. Diz se que quem corre por gosto não cansa e nada me dá maior gosto do que os miúdos felizes, com os amigos , a fazerem o que gostam. Há coisas que nunca mudam: como uma mãe nunca muda de lugar no espaço emocional dos seus filhos. 

Por companhia a m80 que fez este fim de semana um maravilhoso fim de semana dos anos 90.

Já vou sentindo qualquer coisa novamente. As emoções voltaram. Voltei a ver o mundo com os olhos de quem observa beleza em pequenas coisas e já canto ao volante o que é um sinal de felicidade e despreocupação. Há bloqueios que duram mais do que deveriam ...

Provavelmente o gosto pela fotografia irá voltar , agora que já consigo observar. Há fases da vida que são tramadas, mesmo que já tenhamos vivido algo parecido, nem sempre as emoções nos ajudam . Ou talvez sejam mesmo elas que nos provocam bloqueios necessários para gerir a dor. As mortes são perdas irreparáveis, mesmo que não sejam reais, sejam apenas sentidas. "E quem não se sente, não é filho de boa gente", ou talvez por se ser boa gente é necessário deixar de sentir por algum tempo, indeterminado, para controlo de danos. O ser humano é de facto magia pura de reconstrução e superação...

e o tempo não pára, nem mesmo quando passamos de deserto em deserto à procura do nosso oásis...